domingo, maio 20, 2012
Casos de amor
Em cada lágrima
Em cada carícia
Na vida, meu amigo,
Os melhores casos de amor
São aqueles jamais vividos
quarta-feira, maio 09, 2012
Pra onde?
- Não sei!
Por que entrei nele?
- Não sei...
... talvez para não chegar.
terça-feira, maio 08, 2012
A distância diária de cada um
Penso em meus problemas
Lembro das pessoas que me esqueceram
Me esqueço das que talvez se lembrem de mim
A meu lado todos ao celular
Cada passante da escura estação
Fala ao celular
Eu, invisível, os observo
E guardo a íntima companhia
de meu bloquinho de anotações
Um deles pergunta:
- O que está fazendo?
Outro responde em outra órbita:
- Estou a caminho, mas vou demorar!
Outros falam de suas teses,
dissertações, dores e do bebê
que acabara de nascer
Penso na ausência
de cada um dos interlocutores
que não consigo ver
E vejo o olhar distante daqueles
que conversam em suas caixinhas de falar
Tudo é ausência e distância
sexta-feira, abril 20, 2012
Saudade (Augusto dos Anjos)
Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.
À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.
E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,
Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.
terça-feira, abril 10, 2012
Pulsar
Quanto as paredes
De meus vasos sanguíneos
Que, fortes, suportam
a pressão da vida
Que em mim circula
Tenho tantas certezas
Quanto o sol
Que me esquenta a pele
todas as tardes
Não sei até quando
ele estará ali
mas confio no
calor que me aquece
até que chegue a dúvida,
que tal qual a lua
toma o lugar do sol
leva minhas certezas
para o vão do nada
Nesse momento
Sinto toda a fragilidade
Da minha vida
Que forte pulsa
De cima para baixo
sábado, abril 07, 2012
Ela
Abraços apertados
Mãos desajeitadas
Primeiro me tomou o ventre
Depois me preencheu a vida
Espaçosa e delicada
Inteligente e perspicaz
Cada sorriso seu
Alegrias ímpares me traz
Minha pequena Maria
Meu imenso amor
quarta-feira, março 28, 2012
Bailando
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Enganos
quarta-feira, julho 06, 2011
Apropriações
"A cada traço seu desenho vai mudar
Novas cores na paleta vão surgir
E nesse espaço disponível pra pintar
Novos atores da sua tela vão partir
Deixando a imagem do passado em seu lugar
Em paralelo atravessando seu sentir
Pra que lado você pende?
Em que volta você está?
Tudo depende de qual figura você quer formar.
Não adianta tentar apagar com a borracha
Virar a página também não é solução
Quando uma reta em nosso desenho se encaixa
Fica pra sempre uma mancha, uma linha, um borrão"
Trecho da música Pêndulo de Paulinho Moska
sexta-feira, junho 17, 2011
Indagações fora de lógica
domingo, maio 08, 2011
Um presente na distância

Há algum tempo eu quero escrever sobre você, mas todas as palavras que encontrei pareciam aquém do que eu queria dizer. Resolvi, assim, escrever neste dia ao menos um triz do que é meu amor por ti. Não é porque és minha mãe, mas de todas as mães que já encontrei pelo caminho, você é o exemplo que quero seguir em minha trajetória como mãe.
quinta-feira, março 24, 2011
Poema sufocado
Riminhas para 22 de março
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Saindo das bibliotecas para a Era Google

sexta-feira, dezembro 03, 2010
Tremores
quinta-feira, novembro 04, 2010
Meu protesto e as palavras derramadas
segunda-feira, agosto 30, 2010
Poesias envelhecidas
segunda-feira, agosto 09, 2010
Sobre metáforas e Fernando Pessoa (apropriações)
segunda-feira, junho 28, 2010
Um poema - uma gota de mim
Jorge Luis Borges
Estranho estrangeiro
Estranho
Estrangeiro
Que um golpe ligeiro
De um destino certeiro
Roubou a alegria
Deixou a apatia
Da lembrança da pátria
Agora distante
Estranho
Estrangeiro
Lépido e arteiro que fora um dia
Agora experimenta a agonia
De ver escorrer entre os dedos
Os ideais de harmonia
A terra estranha, gelada e seca
Hostil lhe acolhe sem afagos
No peito acalenta a velha saudade
Da terra mãe e suas carícias
Estranho
Estrangeiro
Dos dias fagueiros
Sobraram breves lembranças
Saudades espaçadas
Choro, canções e pegadas
A serem guardadas
Junto com o desejo
De um dia voltar
Estranho
Estrangeiro
Vives agora
Da esperança de um dia
Viver o que agora é lembrança
Fazer o espelho lhe devolver
O já esquecido sorriso faceiro
Lillian Bento
