segunda-feira, março 24, 2008

Intervalos contraditórios

A fase é de muita inspiração e a poesia até pulsa... mas alguma atrofia não identificada me impede de escrever। Para não deixar morrer aí vão versos adequados de Los Hermanos... Adequados e oportunos....

"Eu sei que na verdade eu não consigo entender o nosso amor
Que o teu silêncio fala alto no meu peito
E que nós dois, estamos juntos na distância
Discrepância do destino
Ziguezagueando zonzo de te procurar,
Eu tranco no meu pranto canto alto de euforia
Que eu queria te cantar
Guardo pra mim
Deixa estar ..."



sábado, fevereiro 23, 2008

( )


O teu silêncio me penetra a alma e corta mais que mil palavras furiosas lançadas ao vento...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Abrir de olhos ...


Parecia uma ameaça ao forte que construí para me guardar das vulnerabilidades... percebi o perigo e fechei os olhos para não ceder... apertava as pálpebras e quanto mais apertava mais me sentia vulnerável ao perigo... não queria entrar no território desconhecido।Mas quando abri os olhos já estava lá... agora são poucas as minhas defesas.Sigo.

sábado, janeiro 19, 2008

...trajetória...

Por perceber e acreditar que somos processos e que a vida toda é e será a busca inatingível de objetivos diversos, aprendi a valorizar a beleza da trajetória. Cada passo, errado ou não, para frente ou para trás, é o que, no futuro, perceberei como o que será a minha história. Outro dia conversava com um amigo sobre frustrações, decepções e inquietações da alma, mas ao terminar o desabafo (fundamental), percebi que aquilo tudo tinha um valor imenso para mim. Disse a ele: Todas as lágrimas que derramei, toda a angústia que administrei, tudo isso valeu e vale a pena.
Vi que chorar por pessoas que se vão, que seguem rumos diferentes dos nossos, aprender a encarar as decepções, me tornava a cada dia mais eu mesma। É como se o cotidiano me ensinasse que a trajetória sou eu। Sozinha. O que é agregado ou perdido ao longo dela, o que fica, fica em mim. O gostar das pessoas, a vontade de ajudar, de estar perto, tudo isso sou eu e não o outro. Percebi que tenho esperado demais das pessoas e que talvez, a saída, seja oferecer mais e nada esperar. Meio auto-ajuda tudo isso. Mas não é. O que quero é ressaltar o valor precioso da trajetória, “das flores que colho, ou deixo...”, como está no título deste blog. As flores colhidas seguem conosco até um determinado ponto, as deixadas ficam ali para colorir o caminho de quem vem depois. Deixei uma flor este ano, colhi outras. E sempre que puder quero voltar para sentir o aroma da rosa deixada e ver o quanto ela pode alegrar outras trajetórias. E a minha segue...




segunda-feira, dezembro 31, 2007

Pioneirismo

Não queria deixar para escrever este texto em dezembro, como um daqueles tradicionais balanços de fim de ano. Na verdade, em abril pensei: vou escrever. Mas como este foi mesmo um ano mais corrido que os outros, em que as 24 horas do dia foram mesmo insuficientes para tantas atividades, o texto ficou para hoje: dia 31 - o limiar. Este foi mesmo um ano de pioneirismo para mim, um 2007 muito importante que marcou transições únicas, principalmente no aspecto profissional.
Em março duas grandes mudanças: o novo trabalho e a aprovação no mestrado. E não foram simples transições. Passei a trabalhar no Jornal Daqui, o primeiro jornal popular de Goiás, da Organização Jaime Câmara. Ingressei na primeira equipe de jornalistas do primeiro jornal do estilo no Estado. Ao mesmo tempo, fui aprovada na primeira turma do mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Goiás (UFG). Um ano de pioneirismo, de coisas totalmente novas: para mim, para a cidade, para o Estado e para a pesquisa do País. Conquistas que me alegraram muito e fizeram desse um ano muito especial.
Outros passos prometem novos avanços no ano que começará em algumas horas. E isso me deixa bastante animada, claro que sem promessas - não acredito nelas. (Alguns planos só serão revelados a medida em que forem concretizados). Acredito no que desejo e sigo abrindo esses caminhos. E muitos desafios, como a dissertação que tenho pela frente e a estréia como professora de jornalismo!
Na vida, importante reencontros me deixaram melhor: a amiga da faculdade que retornou ao convívio e mesmo pessoas que não via desde o ensino médio "reapareceram" diante de meus olhos.
Claro que houveram decepções no quesito pessoas: mas disso não quero falar aqui, sigo reestruturando meus sentimentos e relacionamentos sem pressa de acertar. Então, que venha 2008 e que seja bom. Bom para mim, bom para você, bom para minha flor, bom para o mundo.

domingo, novembro 25, 2007

Intervalo

No decorrer dos caminhos as decepções conosco e com as outras pessoas tornam-se tão corriqueiras a ponto de nos acostumarmos a driblar ou lidar com uma ou outra que nos incomoda. Mas, é comum também nos iludirmos e acreditarmos que com uma ou outra pessoa isso não irá ocorrer. É algo parecido com a idéia de morte: apesar da certeza de sua chegada não aceitamos que o hoje será o último dia e seguimos na (um dia falsa) certeza do amanhã. Decepcionei-me com você e te decepcionei também. Deixamos a peça de vidro cair no chão. Um sentimento puro e de alma, que (ainda acredito) livre da efemeridade da matéria sempre nos uniu. Mas, agora trincado e tornou-se aparentemente frágil. Tenho medo de mexer e quebrar de vez, ainda que minha vontade seja ir lá pegar e colar as partes. Deixar tudo no lugar novamente. E ver o mundo do alto do monte sereno das amizades verdadeiras em que sempre estivemos, ainda que com os fortes ventos uivantes. Estou ali a te esperar. (Lillian Bento)

domingo, novembro 11, 2007

Abrindo janelas e portas

Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota

Só uma parte da letra (Los Hermanos) porque as portas só começaram a se abrir.Espero logo que a escuridão e o frio dêem lugar à luz quente do sol.

quinta-feira, novembro 08, 2007

A sedução dos gênios

Me encanta a genialidade dos poetas, que ao pensarem com o coração revelam inteligência para falar de irracionalidades do mundo dos sentimentos. A seguir uma pura demonstração da genial Clarice Lispector - com toda minha admiração:

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Clarice Lispector)
(agora leia também de baixo para cima)

quarta-feira, novembro 07, 2007

O Recado

Esse é para você que vem aqui procurar saídas infames, pinçar palavras para enfiar na minha boca. É para você imaginar o que me move e celebrar braços, abraços, palavras, silêncios, distâncias e desejos. E por falar em desejo, ah se seu pudesse controlá-lo: desejaria não desejar-te mais! Mas não posso e nem seria honesto comigo fazê-lo. Então eis os versos perfeitos:

A Alvorada do Amor

Um horror, grande e mudo, um silêncio profundo
No dia do Pecado amortalhava o mundo.
E Adão, vendo fechar-se a porta do Éden, vendo
Que Eva olhava o deserto e hesitava tremendo,
Disse: Chega-te a mim! entra no meu amor,
E e à minha carne entrega a tua carne em flor!
Preme contra o meu peito o teu seio agitado,
E aprende a amar o Amor, renovando o pecado!
Abençôo o teu crime, acolho o teu desgôsto,
Bebo-te, de uma em uma, as lágrimas do rosto!
Vê tudo nos repele! a tôda a criação
Sacode o mesmo horror e a mesma indignação...
A cólera de Deus torce as árvores, cresta
Como um tufão de fogo o seio da floresta,
Abre a terra em vulcões, encrespa a água dos rios;
As estrêlas estão cheias de calefrios;
Ruge soturno o mar; turva-se hediondo o céu...
Vamos! que importa Deus?
(...)
Sôbre a tua nudez a cabeleira! Vamos!
Arda em chamas o chão; rasguem-te a pele os ramos;
Morda-te o corpo o sol; injuriem-te os ninhos;
Surjam feras a uivar de todos os caminhos;
E, vendo-te a sangrar das urzes através,
Se amaranhem no chão as serpes aos teus pés...
Que importa? o Amor, botão apenas entreaberto,
Ilumina o degrêdo e perfuma o deserto! (...)

Olavo Bilac (Livro: Bilac Tempo e Poesia publicado em 1965)

domingo, outubro 28, 2007

Inquietação

É tanta inquietação que almejo o sossego.
Invejo a tranqüilidade e os corações serenos.
O meu segue galopando no escuro.
Em batidas aceleradas das angustiantes incertezas.
Desejo a calmaria, mas vivo em tempestades.
E quanto mais desejo serenidade,
mais a angústia sufocante se instala.

Decidi parar de desejar.
Conheci o angustiante desejo de parar de desejar.
Quanto mais desejo não desejar,
mas o desejo teima em chegar
E quando tento silenciar sufoco o meu grito,
que incontido ganha o ar.

Lillian Bento - No limiar entre o silêncio e o grito

terça-feira, outubro 16, 2007

As roupas que não uso mais

Outro dia, um domingo desses, tentei vestir uma saia antiga, das que eu usava na época da faculdade - de retalhos, artesanal e com tecido cru. Completei com uma sandália de couro - também feita à mão e uma bata de tecido. Estava me preparando para trabalhar e, como costumo ir com roupas mais informais aos domingos para o jornal, pensei que esta seria uma vestimenta perfeita. Mas não. Parei diante do espelho e percebi que aquela não era mais eu. Eu me olhava, a imagem se mexia conforme eu me movia, mas não era eu.

Que pena, pensei! Eu gostava de mim daquele jeito. Do que vivi sendo a Lillian de longos cabelos trançados, sandálias de couro e batas artesanais. Mas não dava mais. Me senti meio estranha e não ficaria à vontade como antes. Tirei. Foi melhor. Vesti uma calça jeans, uma blusinha pequena - ao contrário das largas batas de antes - e uma sandália com um leve salto, o que antes seria imposssível. Saí. Agora parecia ser eu.

Só fiquei triste porque as mudanças no visual pareciam refletir transformações na alma. Gostava da menininha de antes, rebelde e sem grandes compromissos. Mas agora parecia não caber mais. Me sinto mulher, adulta, cheia de frustrações e compromissos. Olhei e minhas unhas estavam grandes e pintadas de vermelho. Deixei de resistir. Eu era outra, definitivamente!

Apesar de guardar em minh'alma a garota de antes, não a alimentava mais e nem podia. Ainda deixo ela gritar muitas vezes, dando lugar a um revezamento entre a garotinha e a mulher, ainda em fase de construção. E espero que a menininha não morra e, de vez em quando, vou tentar usar as roupas de antes. Quem sabe um dia deixe de ser estranho. Se for, as guardarei como guardo as doces, picantes, gostosas e saudosas lembranças dos tempos idos.

terça-feira, outubro 02, 2007

Não havia nada lá

A letra é do Moska, mas como sempre, é perfeita para mim...

Quem te levou?
Quem apagou a sua imagem do ar?
O que te fez mudar de vez a casa de lugar?
Eu procurei as flores que plantei
E não havia nada lá

Quando chegou
Até pensei que era pra ficar
E quando se foi
Eu juro que achei que iria voltar
Mas quando abri a caixa descobri:
Não havia nada lá

Não havia mais um dia perfeito
Não havia mais com que se enganar
Ventania no nosso deserto particular
Não havia mais maneira ou jeito
De fazer tudo se modificar
O futuro terminou antes de começar

Mas tudo bem
A gente tem mesmo é que se libertar
De ficar com alguém
Fazendo planos pro dia que ainda vai chegar
Pois me procurei dentro de ti
E não havia nada lá

sexta-feira, setembro 21, 2007

Introspecção

Muita gente tem me dito, desde o último mês, que estou estranha e arredia. E cada um que me fala pensa que é problema pessoal e com ele. Não é. Acho que estou mesmo (estranha). Não posso evitar minhas fases instrospectivas. Elas chegam, invadem, arrombam e se instalam (temporariamente) em mim.
É minha a mania de pensar demais sobre a vida, sua efemeridade e o que tenho feito com ela. Estranho. Sou capaz de esquecer tudo isso (momentaneamente) em festinhas e reuniões regadas a cerveja e rock'n'roll. Mas diante do meu computador, do meu travesseiro, diante do espelho, volto à minha introspecção.
Nessa fase tenho uma vontade de dormir, que não é comum, menos vontade de conversar, o que é mais estranho ainda, e uma série de comportamentos que (eu sei) superficialmente parecem não combinar comigo. Na verdade nem sei porque resolvi escrever isso, talvez para dizer aos que me disseram "você está estranha comigo" que não é bem assim. O Moska entende (hehehehe) abaixo mais uma letra perfeita para o momento. Linda!

Eu vim andando, vagando, vagabundeando
Pelas ruas da cidade
Eu vim chorando, sorrindo, não quero entender
O porque dessa dor que me invade
Certas manhãs ou à tarde
Todas as noites ela vem e me arde
Na madrugada de sol desse quarto de hotel
Nada de beleza nua,
Só a solidão tão crua
De deslizar minhas palavras tão tristes nesse papel
Subo no último andar do edifício mais alto
Sei que preciso voar, mas é difícil dar o salto
Chego até a contemplar a infinita paisagem
Mas meus pensamentos me lembram que é outra viagem
Pois olhando de cima, pensava no chão
(Talvez visitar a tal exposição...)
É... eu já disse à vocês, essa dor sempre me ataca
Pois é... dessa vez aconteceu, por acaso, em Osaka.

(Por Acaso em Osaka. Moska, 1999)

quinta-feira, setembro 13, 2007

Quanta saudade!


Uma foto me fez recordar. Tive saudades do tempo em que minha vida era um livro aberto de fato. Não havia o que esconder, o que ocultar. Agora preciso de cadeado, preciso da omissão. As páginas escritas já não agradam algumas pessoas que amo, então fechei-me. Mas não gosto destas armas. Iniciei um momento minimalista e me esforço para reduzir o que não pode ser lido. Mas não é mais possível ser tão minimalista quanto antes, na época desta foto, por exemplo.Eu (de biquini azul ao centro) com a cabeça repleta de fantasias e esperanças, a maioria já desfeitas. Saudades, nostalgia e tristeza por saber que muito disso ai existe mais. A Chapada dos Guimarães continua lá no Mato Grosso, mas a água desta cachoeira já se foi, as almas dessas pessoas já foram modificadas, as folhas dessas árvores já cairam. E eu transformei-me em um livro com cadeado.






quarta-feira, setembro 05, 2007

Eu

Um barco sem porto,
Sem rumo,
Sem vela,
Cavalo sem sela,
Um bicho solto,
Um cão sem dono,
Um menino,
Um bandido,
Às vezes me preservo noutras suicido.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Fora de lugar

Coloquei um vestido romântico para assistir a uma peça teatral com textos do meu querido Fernando Pessoa. Seria uma ocasião especial e minha roupa precisava impulsionar meus sentimentos de Lídia (a de Ricardo Reis). Mas, qual não foi minha surpresa ao perceber que a apresentação havia acabado sem que os atores houvessem recitado - em nenhum momento - os versos em que Ricardo Reis canta a amante Lídia. Saí do teatro frustrada. A Ana Rita, que me acompanhava, não sentiu tesão em momento algum, disse. Mas eu não, eu fiquei no 'quase' o tempo todo. Só não gozei no final. Frustração. Definitivamente, a sensação que tive é de estar fora de lugar.
Mas o melhor e mais deslocado dos acontecimentos estaria por vir.
Saímos do teatro, fomos comer e decidimos ir a um festival de rock alternativo no Martim Cererê. Lá, como sempre, encontrei diversos amigos. Muitas conversas legais, fúteis, inúteis, úteis, engraçadas, nem tanto... Mas de repente vejo um amigo que não costuma figurar neste tipo de cenário com freqüência. O querido Alexandre Bittencourt - o Xandão. Conversamos não sei quanto tempo, horas seguidas. Entre fumaças e goles de cerveja a conversa seguia.
Ao fundo uma banda qualquer - não me lembro e sinceramente não assisti a nenhum dos shows - tocava o punk rock de Ramones. Na nossa frente uma mulher fazia exibições de supensão humana pendurada com dois ganchos pela perna, sangrava e balançava o corpo de cabeça para baixo na mangueira do Martim Cererê. Em volta a fumaça, o cinza, o negro e adolescentes para lá e para cá com cabelos roxos, rosas, azuis...
De repente, o Xandão começa a contar histórias dos bailes de forró que ele costuma freqüentar aos sábados e sobre as tias com falhas no dente que já encontrou por lá. "É lindo ver a simplicidade estampada em um sorriso que mesmo faltando dois dentes expressa a alegria de estar ali no forró depois de um dia de trabalho e dificuldades", contava. Tudo bem. Não via tanta beleza assim, mas ele me lembrava do "sangue povão" que corre nas veias dele. E eu concordo, também gosto da proximidade com esse tipo de simplicidade e havia sinceridade nas situações que ele descrevia, isso era legal. Falamos muito sobre forró e até combinamos de ir um dia dançar, afinal eu também adoro.
De repente a ponderação. "Se alguém aqui ouvir nossa conversa vai reprimir com certeza, a maioria do povo aquie é preconceituosa", disse ele. Voltei os olhos para o cenário. Agora um homem continuava o show de suspensão humana pendurado sem camisa por dois ganchos - semelhantes àqueles de açougue - nas costas. "Tem razão, com tanto discurso de respeito às diferenças a maioria esconde preconceitos mesmo", respondi. Mas é o preço de ser minoria e no caso ali, nós erámos. Como disse a ele, um jornalista, jovem que freqüenta forrós não é tão comum, aliás é (in)comum.
Mas a conversa estava boa. "Quer saber, vamos continuar." E foi como se nós fôssemos verdes em meio a uma multidão de pessoas roxas, ou estivéssemos com roupas de praia no Pólo Norte, ou como se comessémos carne bovina em Uttaranchal, no Norte da Índia. Mas essa foi a viagem. "Vou escrever um texto sobre isso", avisei. "Escreve mesmo". "Quer uma cerveja?". "Quero".

domingo, setembro 02, 2007

Novo de novo... (fragmentos)

Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
(...)
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

quinta-feira, agosto 30, 2007

O mundo não merece...

Sinceramente, o mundo não merece um ser tão estranho quanto eu. Eu mesma olho e não entendo a intensidade de minhas alterações de humor. Hoje estive com um péssimo humor e uma raiva gratuita de detalhes. Esqueci completamente o significado da palavra paciência e segui para minhas tarefas cotidianas. Como posso me irritar tanto com o mínimo?
Passei o dia sem querer cumprimentar as pessoas. Claro que o fazia. Afinal o mundo não compreende e muito menos respeita meu mau humor. Mas não conseguia entender porque todo mundo que me falava 'oi' tinha a iniciativa de inventar um assunto que me obrigava a permanecer mais um pouquinho ali em um pseudo-diálogo. Prestei atenção em pouca coisa hoje, para dizer a verdade quase nada. Estritamente ouvi o que me interessou. Não atendi a maioria das ligações. Simplesmente decidi que não queria diálogos hoje. Nem sempre é possível, algumas pessoas é preciso atender, mas evitei o que pude. Com muita gente que conversei não lembro o assunto, mas sei que tudo me irritava. O jeito de falar, o cheiro das coisas, as manias, tocar em mim enquanto falam - coisa que sempre me irritou, aff...
Parece atitude de 'velha'? Muita gente já me disse isso. Que seja. Liguei o "foda-se" hoje desde a hora que acordei até agora - madrugada - enquanto aqui escrevo. A sorte das pessoas que me cercam é que nesses dias ganham mais com o meu silêncio. Quem não conhece pode estranhar, mas quem consegue "me ler" - como diz um amigo- no mínimo, acostumou-se. Vou dormir...

quinta-feira, agosto 23, 2007

Ser em mutação

Hoje eu não escreveria o texto abaixo...
Ontem queria colo
Hoje quero tato
E amanhã?....

quarta-feira, agosto 22, 2007

As inépcias da mediocridade

No fundo do mar existem aquelas cavernas escuras, tomadas de breu. Por elas nadam pequenos peixinhos que são levados até ali por uma luz brilhante e sedutora. A luz conduz esses medíocres seres que se entregam na esperança de alcançar o gozo prometido. Mas quando estão ali, sem saída, o pequeno ponto brilhante da sedução revela o peixe-monstro que o conduz. Preso, o pequeno tenta reagir, mas está encurralado. Morre. Sou o peixinho (de novo).