Quero escrever no blog, tenho um monte pra contar... mas tô com preguiçaaaaaaaaaa.....................
Preguiça de escrever... de encadear fatos e colocar os dedos em ação
Aliás estas duas linhas escrevi em 10 minutos e tenho preguiça de formatar
tenho preguiça, não é cansaço, nem tristeza (estou alegre) é preguiça...
quinta-feira, abril 27, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
Maria e as suas...

A Maria é figura. Todo dia tem uma nova, incrível. Se dedicasse meu tempo a sistematizar tudo escreveria um livro. Para minha alegria ela ama livros, ama, ama, ama. Tem a própria biblioteca e entre eles estão os clássicos 'contos de fadas', estórias de princesas e tal. Outro dia a peralta colocou uma cadeira na janela do apartamento e começou a jogar um pano para fora. Dei um pulo instintivo, coisa de mãe. Apesar das grades tive medo que ela caísse. E ela me olhou como quem domina a situação e disse:
-Calma, só estou jogando as tranças lá em baixo pra ver se dar certo.
Cerca de um minuto depois:
-É esse negócio de 'píncipe' não existe, ninguém subiu. Não acredito mais!
Na hora pirei, olha o raciocínio da garota. Mas gostei é bom que ela tenha um posicionamento crítico a respeito de príncipes, princesas e ilusões afins sem que eu tenha que emitir meus descrentes pontos de vista.
Palmas pra Maria, sem corujices eu juro!
A trilha sonora do feriado
O feriado foi ótimo! Adorei acordar e não ter que correr, resolver mil coisas, deixar a Maria na escola ir para o jornal e voltar só depois que a lua estiver alta no céu. Dias claros e quentes, noites fluorescentes... assim foi a tal semana 'santa' em Barra do Garças. A trilha sonora da viagem foi Funk Como Le Gusta, Seu Jorge e Ana Carolina (também teve Paulinho Moska - sempre). Mas uma música despertou em mim a necessidade de me enxergar e a letra parecia refletir o momento em que vivo, ou talvez gostaria de viver. Na verdad acho que os dois: vivo mas não o quanto gostaria. A música é da Ana Carolina (ouvi no CD que a Paola me deu de aniversário). Veja:
Pra rua me levar
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se ascender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Pra rua me levar
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se ascender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
sexta-feira, abril 07, 2006
Pensando em Você (Moska)
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
Com você me sinto bem
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
Com você me sinto bem
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
domingo, março 26, 2006
Lágrimas de diamante
É estranho e maravilhoso. Parece que sempre tem uma letra do Paulinho Moska com a capacidade de sintetizar algum momento da minha vida. Abaixo a poesia de Lagrimas de Diamantes, bela e oportuna.
Não se preocupe maisCom minha imperfeição
Não se pergunte mais
Porque me disse não
Se eu não procuro agora
O que encontramos antes
É só porque a noite chora
Lágrimas de diamantes
Lágrimas de diamantes
À noite, lágrimas de diamantes
De dia lágrimas, à noite amantes
Lágrimas de diamantes
domingo, março 19, 2006
Marina...
Está certo que não acredito em felicidade constante, mas valorizo meus instantes de alegria. Afinal são tais fragmentos que podem, um dia, nos dar a noção de que viver vale à pena. Este final de semana estive feliz. A Marina veio passar dois dias por aqui. Ela voltou para Brasília fiquei com a sensação de que poderíamos ter aproveitado mais. Mas agora parei para pensar e vi que não, que cada instante ao lado dela é legal e especial, ainda que fugaz. A simples presença da Ma por aqui me fez ter vontade de escrever um texto no estilo daquelas tradicionais redações típicas do ensino fundamental intituladas: 'minhas férias'. Como férias para mim ainda é realidade distante escrevo sobre meu sábado e domingo.
- Apesar do desencontro inicial, a Ma chegou na sexta e eu (morta de cansaço) dormi e não liguei para encontrá-la no mesmo dia, mas os outros dois dias foram ótimos. No sábado conversamos, passeamos com a Maria (Aliás, um fator que me faz amar ainda mais a Marina, é saber do sentimento bom que ela tem pela pequena), conversamos sobre tantos problemas, sonhos e as sempre presentes 'encreitações'. À noite saímos, algumas coisas não foram como combinamos, mas nos divertimos. No domigo acordamos tarde, almoço (atrasado) na casa da minha tia, passeio no parque Vaca Brava e no Shopping com a Maria, descanso em casa, chuva, e ela pegou a estrada. E eu fiquei aqui com a Maria, com uma sensação boa de ter aproveitado meus dias dedicados ao raro descanso ( é difícil ter folga o final de semana inteiro), ao lado de pessoas que amo e que me trazem a sensação de felicidade. Sei que ainda falta muito para ter tal sensação por mais tempo, mas vou dormir tranqüila, alegre e espero ter uma semana equilibrada.
Um dia de cada vez. Quero aprender apreciar a vida em pequenas doses de alegria, tristeza, raiva, sucesso, tranqüilidade, medo, certezas, dúvidas, frustrações, realizações... e "ou sem percebermos os dias irão passando como um trem sem estação. E lá estaremos nós com os pés no chão, mas encostando o céu com a palma das mãos..."
- Apesar do desencontro inicial, a Ma chegou na sexta e eu (morta de cansaço) dormi e não liguei para encontrá-la no mesmo dia, mas os outros dois dias foram ótimos. No sábado conversamos, passeamos com a Maria (Aliás, um fator que me faz amar ainda mais a Marina, é saber do sentimento bom que ela tem pela pequena), conversamos sobre tantos problemas, sonhos e as sempre presentes 'encreitações'. À noite saímos, algumas coisas não foram como combinamos, mas nos divertimos. No domigo acordamos tarde, almoço (atrasado) na casa da minha tia, passeio no parque Vaca Brava e no Shopping com a Maria, descanso em casa, chuva, e ela pegou a estrada. E eu fiquei aqui com a Maria, com uma sensação boa de ter aproveitado meus dias dedicados ao raro descanso ( é difícil ter folga o final de semana inteiro), ao lado de pessoas que amo e que me trazem a sensação de felicidade. Sei que ainda falta muito para ter tal sensação por mais tempo, mas vou dormir tranqüila, alegre e espero ter uma semana equilibrada.
Um dia de cada vez. Quero aprender apreciar a vida em pequenas doses de alegria, tristeza, raiva, sucesso, tranqüilidade, medo, certezas, dúvidas, frustrações, realizações... e "ou sem percebermos os dias irão passando como um trem sem estação. E lá estaremos nós com os pés no chão, mas encostando o céu com a palma das mãos..."
quarta-feira, março 08, 2006
Tristeza
dia iInternacional da mulher por uma Mulher
Data idiota esta em que é comemorado o dia internacional da mulher. Não sei qual a razão de existir um dia em que homens soltam a voz para falar da importância da presença feminina no mundo. E é sempre a mesma coisa: 'A mulher tem jornada tripla, trabalhar fora, cuida dos filhos, da casa e do marido por isso é uma heroína!'. Heroína uma merda, na verdade é vítima de uma sociedade de costumes machistas que considera a mulher responsável pela harmonia, pela candura do lar. Quem disse que mulher quer carregar tais responsabilidades, tal sistema é tão imbecil que homem também trabalha fora, também namora e casa ( e a maioria trai a esposa, leva fama de 'fodão' e como disse um 'amigo' é esperto), sai do trabalho dá um alô pra família e rua, isso quando não sai direto. Hoje o fim do meu dia foi o retrato dessa 'valorização' da mulher. Estou revoltada e ai de quem me parabenizar por ter que trabalhar o triplo e ganhar a metade.
Ah, e o pior nem é isso. Sou muito expansiva e por isso quantas vezes alguns homens (imbecis) não fizeram julgamentos baseados em aparências, o que transformou minha naturalidade em estigmas como 'atirada', 'desbocada' e outros adas da vida. Se fosse homem não seria assim. Podem até me perguntar se gostaria de ser homem. Não, gosto de ser mulher, mas sonho em viver em uma sociedade menos hipócrita, que olhe mulher com naturalidade, não igualdade porque não existe, mas respeito e sem os tais estigmas machistas. Enquanto esse dia não chega, odeio datas demagogas como a de hoje e sinceramente não aceito PARABÉNS, não no dia 8 de março.
Ah, e o pior nem é isso. Sou muito expansiva e por isso quantas vezes alguns homens (imbecis) não fizeram julgamentos baseados em aparências, o que transformou minha naturalidade em estigmas como 'atirada', 'desbocada' e outros adas da vida. Se fosse homem não seria assim. Podem até me perguntar se gostaria de ser homem. Não, gosto de ser mulher, mas sonho em viver em uma sociedade menos hipócrita, que olhe mulher com naturalidade, não igualdade porque não existe, mas respeito e sem os tais estigmas machistas. Enquanto esse dia não chega, odeio datas demagogas como a de hoje e sinceramente não aceito PARABÉNS, não no dia 8 de março.
terça-feira, fevereiro 28, 2006
É tudo novo de novo na imprensa
Manhã de terça-feira de carnaval, 28 de fevereiro. Eu na redação às 09h00 depois de ter passado a noite anterior em Pirenópolis e Corumbá na cobertura da folia no interior de Goiás. O cansaço toma conta. Dou uma olhada nos jornais do Brasil enquanto me preparo para iniciar uma ronda à procura das tragédias típicas do feriado que marca a maior festa popular do Brasil. De repente o Pedro, que esta sentado do meu lado cobrindo política (de sandália, camisa com estampa de Festival de Cinema a e boné - afinal é feriado) solta: -não consigo ver novidades no jornal, não há nada de novo! -
É verdade: nada é novo. E os versos do meu amado Paulinho Moska dizem (de novo) na minha mente: 'é tudo novo de novo". Será que a imprensa está sem idéias e prolifera um jornalismo cíclico? Ou será que a sociedade perdeu a vontade de inovar e segue por ai repetindo os atos e fatos? Nada é novo mesmo. E olha que jornalistas passam os dias à procura do novo. Onde estão as novidades. Eu vivo a luta diária da busca por notícias, da cobertura cotidiana do novo que torna-se bem parecido, quiçá igual ao velho.
Novas pesquisas, desastres naturais, tragédias e sucessos econômicos, novidades na política social, e em tantos outros campos da vida social. Então porque o jornal de hoje está tão parecido com o de ontem e do ano passado? Um jornal de Brasília ou de Goiânia tão parecido com um do Pará? É vai ver o que o 'tudo novo' é mesmo conseqüência do 'de novo'.
É verdade: nada é novo. E os versos do meu amado Paulinho Moska dizem (de novo) na minha mente: 'é tudo novo de novo". Será que a imprensa está sem idéias e prolifera um jornalismo cíclico? Ou será que a sociedade perdeu a vontade de inovar e segue por ai repetindo os atos e fatos? Nada é novo mesmo. E olha que jornalistas passam os dias à procura do novo. Onde estão as novidades. Eu vivo a luta diária da busca por notícias, da cobertura cotidiana do novo que torna-se bem parecido, quiçá igual ao velho.
Novas pesquisas, desastres naturais, tragédias e sucessos econômicos, novidades na política social, e em tantos outros campos da vida social. Então porque o jornal de hoje está tão parecido com o de ontem e do ano passado? Um jornal de Brasília ou de Goiânia tão parecido com um do Pará? É vai ver o que o 'tudo novo' é mesmo conseqüência do 'de novo'.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
JornaLillian (paixões e frustrações)
Há algum tempo, ou melhor anos, alimento um sonho... na verdade uma meta. - Não gosto de tratar como sonho para não parecer que espero a ação do destino, e sempre que o tal destino age contraria meus desejos - O que me deixa triste é perceber o quanto sou fraca e limitada diante dos fatos para transformar meus objetivos em realidade.
Hoje tive um ataque súbito, uma crise de choro ao sentir a minha impotência diante da vida e dos caminhos que ela toma sem me consultar. Constatei que sou "nada" perante os percalços e empurrões do chato do destino (porque se ele existe, com certeza me desafia).
É estranho esse sentimento me atacar agora, até porque ontem tive uma grande notícia para minha curta carreira de jornalista. Recebi uma proposta que contempla a paixão ardente que cultivo dentro do exercício do jornalismo. Ainda não posso dizer o que é, mas em breve quem me conhece (e lê jornal) poderá conferir meu contentamento expresso em algumas linhas.
No entato, o meu primeiro sonho, também profissional, parece ainda distante... mas apesar da tristeza tenho comigo um sentimento (de água mole em pedra dura) que não me deixa desistir. Outro dia conversava com a Paola (minha amiga) sobre essa tal insistência (natural) quando quero algo e comentei que algumas vezes seria melhor não ter tentado, mas como poderia saber. E diante de algo novo insisto de novo. Pode parecer uma atitude de gente teimosa (talvez seja), mas há quem entenda. A Paola por exemplo, que também afirma compartilhar o sentimento.
Por isso falo agora da minha alegria e da minha tristeza. Talvez tenha neste momento uma visão restrita: penso que a vida é uma só e que tenho que correr, correr, correr e correr para atingir minhas metas. Mas ela também cede às nossas insistências e por isso digo: vou correr até o fim atrás da minha meta.
Por hora, escrever aqui foi bom. Reafirmei minha decisão de manipular meus próprios sentimentos e pensar que tive nesses dias uma das minhas primeiras conquistas profissionais, que deve ser um dos primeiros passos para alcançar outros mundos, outros vôos... que podem, quiça, ir além da minha meta. Mas ainda hoje a frustração me faz chorar.
Hoje tive um ataque súbito, uma crise de choro ao sentir a minha impotência diante da vida e dos caminhos que ela toma sem me consultar. Constatei que sou "nada" perante os percalços e empurrões do chato do destino (porque se ele existe, com certeza me desafia).
É estranho esse sentimento me atacar agora, até porque ontem tive uma grande notícia para minha curta carreira de jornalista. Recebi uma proposta que contempla a paixão ardente que cultivo dentro do exercício do jornalismo. Ainda não posso dizer o que é, mas em breve quem me conhece (e lê jornal) poderá conferir meu contentamento expresso em algumas linhas.
No entato, o meu primeiro sonho, também profissional, parece ainda distante... mas apesar da tristeza tenho comigo um sentimento (de água mole em pedra dura) que não me deixa desistir. Outro dia conversava com a Paola (minha amiga) sobre essa tal insistência (natural) quando quero algo e comentei que algumas vezes seria melhor não ter tentado, mas como poderia saber. E diante de algo novo insisto de novo. Pode parecer uma atitude de gente teimosa (talvez seja), mas há quem entenda. A Paola por exemplo, que também afirma compartilhar o sentimento.
Por isso falo agora da minha alegria e da minha tristeza. Talvez tenha neste momento uma visão restrita: penso que a vida é uma só e que tenho que correr, correr, correr e correr para atingir minhas metas. Mas ela também cede às nossas insistências e por isso digo: vou correr até o fim atrás da minha meta.
Por hora, escrever aqui foi bom. Reafirmei minha decisão de manipular meus próprios sentimentos e pensar que tive nesses dias uma das minhas primeiras conquistas profissionais, que deve ser um dos primeiros passos para alcançar outros mundos, outros vôos... que podem, quiça, ir além da minha meta. Mas ainda hoje a frustração me faz chorar.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Sem dizer adeus (Paulinho Moska)
Eu
Chorei até ficar debaixo d’água
Submerso por você
Gritei até perder o ar
Que eu já nem tinha pra sobreviver (Eu andei...)
Eu
Andei até chegar no último lugar
Pisado por ninguém
Só pra poder provar
O que era estar depois do final do além (Eu andei...)
E cheguei exatamente onde algum dia
Você disse que partia pra nunca mais voltar
E eu já estava lá a te esperar sem dizer adeus
Eu
Fiquei sozinho até pensar
Que estar sozinho é achar que tem alguém
Já me esqueci do que não fiz
O que farei pra te esquecer também?
Se eu não sei o nome do que sinto
Não tem nome que domine o meu querer
Não vou voltar atrás
O chão sumiu a cada passo que eu dei (Eu andei...)
Chorei até ficar debaixo d’água
Submerso por você
Gritei até perder o ar
Que eu já nem tinha pra sobreviver (Eu andei...)
Eu
Andei até chegar no último lugar
Pisado por ninguém
Só pra poder provar
O que era estar depois do final do além (Eu andei...)
E cheguei exatamente onde algum dia
Você disse que partia pra nunca mais voltar
E eu já estava lá a te esperar sem dizer adeus
Eu
Fiquei sozinho até pensar
Que estar sozinho é achar que tem alguém
Já me esqueci do que não fiz
O que farei pra te esquecer também?
Se eu não sei o nome do que sinto
Não tem nome que domine o meu querer
Não vou voltar atrás
O chão sumiu a cada passo que eu dei (Eu andei...)
domingo, fevereiro 05, 2006
.dor.
Não querer entender as razões dessa dor que me ataca seria mais fácil
Mas não consigo, ela me arde justo na hora que acreditei estar livre
Tudo culpa das ilusões (das minhas burras ilusões)
Quisera eu ser meramente racional
Resolver matematicamente meus problemas
Apagar as pegadas atrás de mim
Mas meu rosto inchado e repleto de lágrimas,
parece querer o contrário
Não importa os resquícios, as cicatrizes, não importa o amor
Não esse amor idiota que as ilusões alimentam
Esse, que falso, foge deixando apenas a dor, e essa sim: fica
E insiste em me atacar.
Mas não consigo, ela me arde justo na hora que acreditei estar livre
Tudo culpa das ilusões (das minhas burras ilusões)
Quisera eu ser meramente racional
Resolver matematicamente meus problemas
Apagar as pegadas atrás de mim
Mas meu rosto inchado e repleto de lágrimas,
parece querer o contrário
Não importa os resquícios, as cicatrizes, não importa o amor
Não esse amor idiota que as ilusões alimentam
Esse, que falso, foge deixando apenas a dor, e essa sim: fica
E insiste em me atacar.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Para sempre HOJE serei Lídia
Hoje quis sentir-me Lídia,a Lídia do Ricardo Reis A Lídia que senta à beira do rio,a Lídia confidente, A pagã inocente da decadência, Lídia. Segue abaixo a seleção de Odes deste heterônimo de Fernando Pessoa que tanto me agrada. Para que eu, com os pés no chão, Sonhe em tocar o céu e (por instantes:sentir-me Lídia.
Quando, Lídia (Ricardo Reis)
Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes
Prazer (Ricardo Reis)
Prazer, Mas devagar,
Lídia, que a sorte àqueles não é grata
Que lhe das mãos arrancam.
Furtivos retiremos do horto mundo
Os depredandos pomos.
Não despertemos, onde dorme, a Erínis
Que cada gozo trava.
Corno um regato, mudos passageiros,
Gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia.
Emudeçamos.
Lídia, que a sorte àqueles não é grata
Que lhe das mãos arrancam.
Furtivos retiremos do horto mundo
Os depredandos pomos.
Não despertemos, onde dorme, a Erínis
Que cada gozo trava.
Corno um regato, mudos passageiros,
Gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia.
Emudeçamos.
Dia Após dia (Ricardo Reis)
Dia após dia a mesma vida é a mesma.
O que decorre, Lídia,
No que nós somos como em que não somos
Igualmente decorre.
Colhido, o fruto deperece; e cai
Nunca sendo colhido.
Igual é o fado, quer o procuremos,
Quer o 'speremos. Sorte
Hoje, Destino sempre, e nesta ou nessa
Forma alheio e invencível.
segunda-feira, janeiro 16, 2006
O Gloss de caipirinha
Comprei um gloss de caipirinha.
No primeiro dia levei pro jornal: sucesso total! Todo mundo queria experimentar, e quase todo mundo experimentou. Até um tal repórter que antes de passar falou: - Você tá doida, isso não é coisa de homem! Mas a curiosidade venceu: passou! -Humm... não é que tem gosto de cachaça! - diziam todos. E eu praticamente bebendo o batom pastoso. Saí do jornal direto para o bar alternativo: o gloss não saia da minha mão.
A galera no bar começou a chamar-me "cachaceira", vejam vocês. Mas todo mundo pedia um poquinho e degustava o cosmético com a língüa. Quando percebi que estava 'quase' tonta. Pensei: - foi a mistura, to bebendo cerveja e passando gloss de caipirinha! - -Será que tem alguma 'coisa' nesse gloss? Não sei, ele tá aqui na minha frente. Estou no jornal, mas o gostinho que está na minha boca coloca minha cabeça lá no bar. Não sou TÃO cachaceira, gosto mesmo de cerveja, mas o gloss de caipirinha...hhhhmmmm! Pena que tá acabando.
Ah... Comprei um gloss de caipirinha.
No primeiro dia levei pro jornal: sucesso total! Todo mundo queria experimentar, e quase todo mundo experimentou. Até um tal repórter que antes de passar falou: - Você tá doida, isso não é coisa de homem! Mas a curiosidade venceu: passou! -Humm... não é que tem gosto de cachaça! - diziam todos. E eu praticamente bebendo o batom pastoso. Saí do jornal direto para o bar alternativo: o gloss não saia da minha mão.
A galera no bar começou a chamar-me "cachaceira", vejam vocês. Mas todo mundo pedia um poquinho e degustava o cosmético com a língüa. Quando percebi que estava 'quase' tonta. Pensei: - foi a mistura, to bebendo cerveja e passando gloss de caipirinha! - -Será que tem alguma 'coisa' nesse gloss? Não sei, ele tá aqui na minha frente. Estou no jornal, mas o gostinho que está na minha boca coloca minha cabeça lá no bar. Não sou TÃO cachaceira, gosto mesmo de cerveja, mas o gloss de caipirinha...hhhhmmmm! Pena que tá acabando.
Ah... Comprei um gloss de caipirinha.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
sexta-feira, dezembro 23, 2005
a véspera da véspera
Hoje foi um daqueles dias que me fizeram pensar onde estão os meus planos, meus princípios e porque minha realidade ainda dista tanto deles. O dia começou com uma clássica compra de natal no maior shopping center da cidade: um inferno. Milhares de pessoas comprando, consumindo e deixando de lado tudo que há no natal fora o impulso de comprar, comprar, comprar. Parecia um formigueiro e no primeiro momento ali escolhendo presentes, a pequena Maria (minha filha) do lado, me vi dentro da onda, da velha onda da indústria cultural. Depois, umas duas horas depois, parei. As sacolas na mão pesavam e com elas o sentimento de fraqueza, de ter sucumbido e cedido a tudo aquilo. Enfim, saímos.
Hora do almoço, a televisão ligada (Discovery Kids!), passa uma propaganda de uma tal cantora K.Key aparece do nada. A Maria diz: - Mamãe, eu sei essa música. Quer vê? E antes que eu pudesse manifestar qualquer reação ela solta:
"Sou a Babie Girl e se você quê sê meu namolado, fica ligado".
Eu como mãe sei lá o que que sou, fiquei parada e disse: - Maria, Kelly Key não!
Ela riu como se eu tivesse dito: parabéns! não surtiu efeito nenhum... virou e continuou a ver desenho animado. E eu fracassada pela segunda vez.
Minutos de descanso e fui tomar banho para trabalhar. É, véspera da véspera, com dor nas pernas e me preparando para mais um dia, nunca sei de que, às vezes acidentes, outras assassinatos, outros eventos da elite goianiense (argh). Rotinas do horário em que me encontro no segundo maior jornal em circulação de Goiás. Saí.
Neste ponto preciso fazer um comentário importante. Por quatro anos e meio estudei na Universidade Federal de Goiás, e em todo esse período busquei o lado social da profissão, me apaixonei por idéias de promoção dos direitos de crianças e adolescentes e por direitos humanos como um todo. Senti durante todo esse tempo uma pitada de heroísmo em meus ideais, afinal um profissional da comunicação pode contribuir muito para a construção de uma sociedade melhor. Bom, tudo isso é para dizer que cinco meses no mercado me fizeram engolir muitos deles em tempo récorde, nunca pensei que me questionaria tanto em tão pouco tempo de formatura.
Mesmo assim, não desisti do jornalismo que acredito, e luto para fazer o melhor quando posso, fiz algumas matérias que de fato foram de grande utilidade pública e uma em especial que teve uma repercurssão muito positiva. Bom são outras histórias. Hoje não foi assim, para completar a véspera da véspera, entro no jornal, passo no banheiro antes e meu celular toca: editor. Entrei na redação e ele aguardava.
-Tenho uma matéria muito dolorosa para você hoje. E pior que seja para você.
-Pensei: será que alguém que eu gosto morreu em um acidente e ainda terei que cobrir! (Costumo ser lesada assim de vez em quando, sei que esse pensamento foi ridículo, mas não podia omití-lo neste texto).
Diante do meu olhar curioso e espantado ele prosseguiu:
-Terá que entrevistar o apóstolo César Augusto! Vai entrar no ar domingo o canal da igreja dele (evangélica!). O canal que a UFG perdeu para os evangélicos.
-Puta que pariu!
O espanto mais que esperado para quem sofreu tanto quando a tal igreja conseguiu a concessão em canal aberto na disputa com a Universidade Federal de Goiás. Nunca me conformei com a perda da instituição, da sociedade, da cultura, da ciência, do país. Não me conformarei jamais ao saber que grupos familiares reúnem-se na sala de tv para assistir pregações ao invés de programação cultural de qualidade. Dizem que a tal tv da igreja vai abrir espaço para a cultura local. Será que vão restransmitir o Goiânia Noise Festival?
Retrocesso.
Segui... gravador na mão, bloco e caneta. Entrei no suntuoso lugar. Entrevista pronta voltei para o jornal e: vejam domingo exclusivo no jornal em que escrevo. Sim, sou culpada. Mas sou jornalista. E amanhã é vespera de natal, e tempo de...? Bom, será que 2006 será diferente? ZZZZZZZZZZZZZZZZ...
Hora do almoço, a televisão ligada (Discovery Kids!), passa uma propaganda de uma tal cantora K.Key aparece do nada. A Maria diz: - Mamãe, eu sei essa música. Quer vê? E antes que eu pudesse manifestar qualquer reação ela solta:
"Sou a Babie Girl e se você quê sê meu namolado, fica ligado".
Eu como mãe sei lá o que que sou, fiquei parada e disse: - Maria, Kelly Key não!
Ela riu como se eu tivesse dito: parabéns! não surtiu efeito nenhum... virou e continuou a ver desenho animado. E eu fracassada pela segunda vez.
Minutos de descanso e fui tomar banho para trabalhar. É, véspera da véspera, com dor nas pernas e me preparando para mais um dia, nunca sei de que, às vezes acidentes, outras assassinatos, outros eventos da elite goianiense (argh). Rotinas do horário em que me encontro no segundo maior jornal em circulação de Goiás. Saí.
Neste ponto preciso fazer um comentário importante. Por quatro anos e meio estudei na Universidade Federal de Goiás, e em todo esse período busquei o lado social da profissão, me apaixonei por idéias de promoção dos direitos de crianças e adolescentes e por direitos humanos como um todo. Senti durante todo esse tempo uma pitada de heroísmo em meus ideais, afinal um profissional da comunicação pode contribuir muito para a construção de uma sociedade melhor. Bom, tudo isso é para dizer que cinco meses no mercado me fizeram engolir muitos deles em tempo récorde, nunca pensei que me questionaria tanto em tão pouco tempo de formatura.
Mesmo assim, não desisti do jornalismo que acredito, e luto para fazer o melhor quando posso, fiz algumas matérias que de fato foram de grande utilidade pública e uma em especial que teve uma repercurssão muito positiva. Bom são outras histórias. Hoje não foi assim, para completar a véspera da véspera, entro no jornal, passo no banheiro antes e meu celular toca: editor. Entrei na redação e ele aguardava.
-Tenho uma matéria muito dolorosa para você hoje. E pior que seja para você.
-Pensei: será que alguém que eu gosto morreu em um acidente e ainda terei que cobrir! (Costumo ser lesada assim de vez em quando, sei que esse pensamento foi ridículo, mas não podia omití-lo neste texto).
Diante do meu olhar curioso e espantado ele prosseguiu:
-Terá que entrevistar o apóstolo César Augusto! Vai entrar no ar domingo o canal da igreja dele (evangélica!). O canal que a UFG perdeu para os evangélicos.
-Puta que pariu!
O espanto mais que esperado para quem sofreu tanto quando a tal igreja conseguiu a concessão em canal aberto na disputa com a Universidade Federal de Goiás. Nunca me conformei com a perda da instituição, da sociedade, da cultura, da ciência, do país. Não me conformarei jamais ao saber que grupos familiares reúnem-se na sala de tv para assistir pregações ao invés de programação cultural de qualidade. Dizem que a tal tv da igreja vai abrir espaço para a cultura local. Será que vão restransmitir o Goiânia Noise Festival?
Retrocesso.
Segui... gravador na mão, bloco e caneta. Entrei no suntuoso lugar. Entrevista pronta voltei para o jornal e: vejam domingo exclusivo no jornal em que escrevo. Sim, sou culpada. Mas sou jornalista. E amanhã é vespera de natal, e tempo de...? Bom, será que 2006 será diferente? ZZZZZZZZZZZZZZZZ...
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